terça-feira, 11 de novembro de 2008

Nova Pirâmide




Arqueólogos encontraram uma nova pirâmide na cidade de Saqqara a 20 km do Cairo, no Egito. O anúncio foi feito nesta terça-feira pelo chefe do Departamento de antiguidades do Egito, Zahi Hawass, que afirmou que a pirâmide tem cerca de 4, 3 mil anos e pertencia a mãe de um faraó. As informações são da agência AP.


Segundo os cientistas, a pirâmide pertencia à rainha Sesheshet, mãe do rei Teti. O faraó Teti foi o fundador da VI Dinastia do Egito.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Meninas da China

Desprezo à vida humana chega ao cúmulo na China. Corpo de menina passa horas na sarjeta

Este é o mundo dos "homens",
seres viventes que se autodenominaram
como "animais racionais".

Já pensaram para onde estamos
indo com essa "racionalidade humana"?

Que Mundo é Esse?

A imagem é extremamente chocante mas temos que mostrá-la. As pessoas têm que saber desse tamanho desprezo à vida. Uma bebê recém-nascida jaz morta na rua, descartada como um pedaço de lixo, sob a indiferença dos que passam!

Ela é apenas mais uma vítima da política cruel do governo Chinês: o limite de um filho por família com aborto compulsório.

Aconteceu na província chinesa de Hunan. Uma cena inimaginável de horror e crueldade: o corpo de uma menina jogado na rua. Ônibus e bicicletas passam espirrando poeira e terra no cadáver. Dos que passam, poucos dão atenção. Durante horas, as pessoas ignoraram a menina...

Ela é mais uma das milhares de meninas recém-nascidas que são abandonadas a cada ano em conseqüência da política do governo Chinês: o aborto e o limite de 2 crianças por família. A única pessoa que tentou ajudar a criança declarou: "Acho que ela acabou de morrer. Eu a toquei e estava ainda quente. Ainda saía sangue de seu nariz."

Essa senhora chamou o pronto-socorro mas ninguém apareceu: "O bebê estava perto do escritório fiscal do governo e muitas pessoas passavam e não faziam nada... Eu tirei fotos porque isso é algo terrível... Os policiais quando chegaram ficaram mais preocupados com minhas fotos do que com o bebê." A polícia só liberou a senhora quando ela entregou o filme. Na China, muitos acreditam que "filhas são um desperdício"...

Mas Que Mundo É Esse?

O governo da China, país mais populoso do mundo com 1,3 bilhões de pessoas, impôs sua política de restrição à natalidade em 1979.

Os métodos usados causam muita miséria: os pais, aterrorizados de serem descobertos pelo governo, abandonam e matam seus próprios filhos.

Oficialmente, o governo condena o uso da força ou crueldade para controlar a natalidade. Mas na prática, os encarregados do controle sofrem tanta pressão para limitar a natalidade que recorrem a esquadrões de aborto. Esses esquadrões arrastam as mães "clandestinamente" grávidas e as mantêm em cárcere até se submeterem ao aborto.

Já houve mães que foram executadas por se recusarem a abortar. Outras famílias receberam penas de 10 mil yuans (sete vezes o salário anual de um camponês), esterilização compulsória e confisco de propriedade. Outras mães conseguem ter sua criança escondidas, mas sua família é perseguida e torturada para que denuncie o paradeiro da gestante e elas encontram suas casas incendiadas ao voltar.

As crianças que nascem nessa situação não recebem instrução escolar, nem cuidados médicos ou qualquer outro benefício social. Muitos pais vendem suas crianças para outros casais a fim de escapar da punição do governo Chinês...

As meninas são as maiores vítimas da pressão intolerável para limitar a família. Na China rural, onde 80% da população vive, muitos camponeses acreditam que apenas os meninos podem levar a família adiante e consideram que seria uma grande desonra para seus ancestrais se eles não terem um herdeiro.

Normalmente, as filhas continuam vivendo com a família depois do casamento e são consideradas um "investimento perdido". Nas regiões rurais se permite um segundo filho(a), mas quando a segunda criança é outra menina, isso é tido como um desastre. Um homem ficou tão revoltado ao ter a segunda filha que ele estrangulou as duas. Um outro jogou sua filha em um poço abandonado para que ninguém soubesse que ela existiu.

De acordo com estatísticas oficiais, 97,5% das crianças abortadas são meninas. Se acredita que muitas são vendidas à casais inférteis para que as autoridades não tomem conhecimento.

O resultado é um desequilíbrio entre as populações masculina e feminina. Milhões de homens não conseguem encontrar uma esposa. Já existe o tráfico de mulheres. Em alguns lugares há 6 homens para cada mulher.

Por fim, um senhor pegou o corpo da menina, colocou em um caixote e jogou na lata de lixo...

Mas Que Mundo É Esse?

Estima-se que 17 milhões de meninas estejam "faltando" na população da China. O infanticídio e abandono são os principais fatores. O aborto selecionado por sexo é proibido, mas o exame de ultra-som que determina o sexo é facilmente conseguido com suborno.

As crianças que sobrevivem acabam em orfanatos precários. O governo Chinês insiste na política de limitar as famílias e ignora o problema da discriminação contra filhas mulheres.

A assistente social Wu Hongli explica que "Os programas educacionais têm tido bastante sucesso em algumas áreas rurais, mas ainda há um vasto trabalho a ser feito. Tantas tragédias são ignoradas a cada dia que sinto vontade de chorar."

(Fotos e informações do artigo de Abigail Haworth publicado na revista Marie Claire, de Junho de 2001, edição norte-americana, enviadas por leitora deste site.)

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

DEMOCRACIA

Democracia

Por Guilherme de Franco

Democracia é um termo muito, mas muito antigo e que apesar disso continua sendo um tema atual e polêmico. Embora atualmente alguns políticos brasileiros tenham utilizado essa palavra em vão, uma democracia plena tem muitas vantagens. Não é apenas “coisa de grego” não! Tem sua origem na Grécia Antiga, isso é bem verdade, e a democracia foi a responsável por reformular todo o sistema político grego que antigamente atribuía aos governantes um caráter de descendência mítica, que assegurava o poder dos políticos deixando-os mais fortes que o próprio povo, como se fossem filhos dos deuses, o que facilitava e muito as ditaduras. Assim, com o surgimento da democracia esse caráter mítico se desfaz e a forma de governo se modifica, sendo substituído pela representação individual na escolha dos governantes. O indivíduo aparece então na política. Desta forma, Ditadura e Democracia são opostos.

Porém há enormes diferenças entre a democracia grega e a democracia atual, porque possuímos diferentes conceitos de cidadania e Estado. Na Grécia, para participar ativamente da vida política era necessário ser cidadão. Além dos escravos, tanto os públicos como os domésticos estavam excluídos da cidadania, contavam-se ainda os estrangeiros e seus filhos, que igualmente não eram considerados cidadãos. As mulheres, independentemente da sua classe social ou origem familiar, encontravam-se afastadas da vida política apesar de influenciar seus maridos no ambiente doméstico, de forma indireta. Você acha que a frase “Atrás de um grande homem sempre há uma grande mulher” vem de onde? Mesmo assim, apenas um décimo da população participava da vida política. Se Democracia significa “poder do povo”, esse “povo” da Grécia eram apenas os mais nobres e ricos. É importante pensarmos o que consideramos “povo brasileiro” hoje em dia e se temos realmente esse poder individual que em conjunto pode tomar grandes decisões.

Atualmente no Brasil o voto é obrigatório por lei para alfabetizados entre 18 e 70 anos e opcional para jovens entre 16 e 18 anos. Também é opcional para analfabetos e cidadãos maiores de 70 anos de idade *. Mesmo assim a maioria da população ainda não participa ativamente da vida política do país. A abertura política no Brasil ainda é um fato muito recente, bem como o processo de redemocratização pelo qual o Brasil passou a partir 1985 após a Ditadura Militar. Apenas na Constituição de 1891 o voto censitário foi abolido, podendo votar apenas os homens maiores de 21 anos alfabetizados. Porém o voto feminino só foi conquistado plenamente e estendido a todas as mulheres em 1974.

Apesar de tantas conquistas ao longo dessa “História da Democracia”, o nosso sistema eleitoral possui ainda muitas deficiências e embora a cidadania tenha sido ampliada é muito difícil encontrar alguém que use seu poder individual de forma consciente e responsável. Comece pensando de que forma você participa da política no seu dia a dia e como você faz para votar em seus governantes nas eleições. Se “cada povo tem o governo que merece” que governo gostaríamos de ter? Um governo corrupto e que abandona o povo ou um governo sábio e que cuide de nós? Cabe a cada um de nós decidir o destino do nosso país, todos os dias. Por isso da próxima vez que pensar em política, pense antes de tudo no bem comum, o bem de todos. E “que a força esteja com você!”.

* Segundo dados do TRE – Tribunal Regional Eleitoral

Glossário:
Descendência mítica:
O que chamamos de descendência mítica nada mais é que a justificativa que os gregos antigos tinham para estar no poder. Ou seja, os governantes poderiam ser governantes pois descendiam de deuses, semi-deuses, heróis, etc. Uma justificativa muitíssimo parecida com aquelas que garantiam poderes ilimitados aos reis absolutistas na Europa dezenas de séculos depois.
Voto censitário: Voto que depende da renda do votante. Por muito tempo o voto brasileiro foi censitário. Porém este tipo de voto restringe muito a participação política do país. Assim apenas a elite decidia sobre o futuro do Brasil, deixando o povo excluído do sistema.



Links Interessantes:

http://www.tre-sp.gov.br/duvidas/votacao.htm
http://educaterra.terra.com.br/voltaire/politica/democracia.htm
http://www.nethistoria.com/index.php?pagina=ver_texto&titulo_id=98
http://www.renatojanine.pro.br/FiloPol/democracia.html


terça-feira, 23 de setembro de 2008

Novas Descobertas


Arqueólogos dataram a construção de Stonehenge, o conhecido conjunto pré-histórico de círculos de pedras na planície de Salisbury, no sul da Inglaterra, para o período em torno de 2300 a.C. - um passo importante para descobrir como e porque o misterioso monumento foi criado.


A data, definida pelo método de datação por radiocarbono, é considerada a mais precisa já realizada e significa que as pedras foram colocadas no local 300 anos depois do que se imaginava antes.

A determinação da data foi o principal resultado de uma grande escavação no local por pesquisadores britânicos.

Por séculos, arqueólogos se maravilham com o monumento, já que análises minerais indicam que o círculo original de pedras gigantes foi transportado à planície de um local a 240 km de distância, no sul do País de Gales.

Essa façanha fez com que muitos acreditassem que as pedras tivessem 'poderes'.

Até agora, acreditava-se que a construção do primeiro círculo datava do período entre 2600 a.C. a 2400 a.C.

Para definir a data exata, o professor Tim Darvill, da Universidade de Bournemouth, e o arqueólogo Geoff Wainwright, receberam permissão das autoridades para escavar um pedaço de terra de apenas 2,5 m x 3,5 m entre dois círculos das pedras gigantes.

A escavação produziu cerca de 100 peças de material orgânico das bases das pedras, agora enterradas. Dessas peças, 14 foram enviadas para a Universidade de Oxford para uma análise com radiocarbono.

O resultado indicou a construção para o período "entre 2400 a.C. a 2200 a.C" - o ano de 2300 a.C. foi tirado como uma média.

Uma data ainda mais precisa será revelada nos próximos meses.

"É uma sensação incrível, um sonho se tornando realidade", disse Wainwright, ex-arqueólogo-chefe da English Heritage.

Centro de curas


Darvill e Wainwright acreditam que Stonehenge era um centro de curas - "uma Lourdes neolítica" para a qual os enfermos viajavam para serem curados pelos poderes do arenito cinzento, conhecido como "pedras azuis."

Eles apontam para o fato de que "um grande número" de cadáveres encontrados em túmulos perto do local mostra sinais de doenças e ferimentos físicos sérios e uma análise dos dentes mostra que "cerca de metade" dos corpos era de pessoas que "não eram nativas da região de Stonehenge."

Mas sem uma data precisa para a construção de Stonehenge tem sido difícil provar essa ou qualquer outra teoria.

Curiosamente, o período estabelecido pelo método de radiocarbono bate com a data do enterro do chamado "Arqueiro de Amesbury", cujo túmulo foi descoberto a cerca de 4,8 km de Stonehenge.

Alguns arqueólogos acreditam que ele seja a chave para entender a razão pela qual Stonehenge foi construído. Os restos mortais dele foram datados para o período entre 2500 a.C. e 2300 a.C.

Análises do cadáver do arqueiro e de artefatos encontrados no túmulo dele indicam que ele seria um homem rico e poderoso, com conhecimento de trabalho com metais, e que tinha viajado da região dos Alpes europeus para Salisbury por razões desconhecidas.

Análises também indicaram que ele sofria de um ferimento no joelho e de um problema dentário potencialmente fatal, o que fez com que Wainwright e Darvill acreditassem que o arqueiro tenha ido para Stonehenge em busca de cura.

Debate


Mas outros pesquisadores acreditam que não se pode descartar outras teorias para a construção do monumento.

"A teoria de que foi um centro de curas é plausível, mas eu não acredito que possamos descartar outras - que o templo era um ponto de encontro entre a terra dos vivos e a dos mortos, por exemplo", disse Andrew Fitzpatrick, da Wessex Archaeology.

"Eu não estou convencido de que o 'Arqueiro de Amesbury' tenha vindo para Stonehenge para ser curado. Eu acredito mais que ele era um metalúrgico que viajou para o local para vender seus conhecimentos", afirmou.

"De qualquer forma, ainda não está claro se o enterro dele aconteceu mesmo antes de Stonehenge", concluiu.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

ETA - Atentados

Em 24 horas, três atentados reivindicados por separatistas bascos causaram destruição.

Um carro-bomba explodiu nesta segunda-feira em Santona, no norte da Espanha, matando um militar e ferindo várias pessoas.

O ataque a uma academia militar aconteceu à 1h (20h de domingo, no horário de Brasília). Uma hora antes da explosão, a polícia recebeu um telefonema de um homem alertando sobre o carro-bomba. Ele disse que o ataque estava sendo feito em nome do grupo separatista basco ETA.

A polícia ainda estava isolando o local, quando o carro-bomba explodiu, matando o policial Luis Conde de la Cruz.

Outro oficial foi levado para o hospital e diversas pessoas que passavam pelo local ficaram levemente feridas.

Os ministros da Defesa e do Interior da Espanha viajaram para a cidade para ver os estragos causados pelos atentados. Santona fica na região da Cantabria, que é vizinha do país basco.

Este é o terceiro ataque reivindicado pelo ETA em 24 horas. No domingo, bombas explodiram em um banco e uma delegacia nas cidades bascas de Vitória e Ondarroa. As explosões deixaram 11 feridos.

O ataque de segunda-feira também é o sétimo desde que o grupo rompeu um cessar-fogo em dezembro de 2006, depois que negociações com o governo fracassaram.

Na semana passada, a Suprema Corte da Espanha declarou ilegais dois partidos bascos, que teriam agido em favor dos militantes do ETA.

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terça-feira, 2 de setembro de 2008

Fetos de múmias gêmeas podem ser filhas de Tutancamon

Dois fetos mumificados encontrados na tumba do faraó egípcio Tutancâmon poderiam ser de suas filhas gêmeas que nasceram mortas, indica a análise preliminar do DNA dos corpos pelo anatomista britânico que há quatro décadas estuda os despojos do rei egípcio.

As novas descobertas serão apresentadas nesta segunda-feira pelo professor Robert Connolly, da Universidade de Liverpool, em uma conferência sobre farmácia e medicina do Egito Antigo na Universidade de Manchester.

"Estudei uma das múmias, a maior, em 1979, determinei o grupo sangüíneo desta múmia bebê e comparei com o grupo sangüíneo de Tutancâmon que defini em 1969. Os resultados confirmaram que este feto maior poderia ser da filha de Tutâncamon", afirmou Connolly.

"Agora acreditamos que são gêmeas e ambas suas filhas. A análise do DNA que está sendo realizada pelo grupo do Dr. Hawass, no Egito (Zahi Hawass, secretário-geral do Conselho Supremo de Antigüidades egípcio), vai contribuir com outra peça-chave para essa questão."

Os fetos foram encontrados na tumba de Tutancâmon, em Luxor, em 1922. Sabe-se que o faraó, que morreu há três milênios quando tinha apenas 19 anos, casou-se com Ankhesenamun, filha da rainha Nefertiti, aos 12 anos de idade. Mas o casal não teve nenhum filho que tenha sobrevivido, acreditam os estudiosos.

Connolly afirmou que a tese dos dois bebês gêmeos "se encaixa bem na idéia de uma única gravidez de sua jovem esposa".

"É uma descoberta muito animadora, que não apenas pinta um retrato mais detalhado da vida e morte desde jovem rei, como também nos conta mais sobre sua linhagem", acrescentou.

Os despojos de Tutancâmon foram examinados em testes de DNA e tomografia computadorizada em 2005. Estas foram as primeiras múmias a serem submetidas a estes testes, na tentativa de aportar novas informações à história dos governantes egípcios da Antigüidade.

Tutancâmon governou o Egito de 1.333 a 1.324 a.C. Acredita-se que tenha chegado ao trono aos nove anos de idade.

A diretora da conferência, a professora Rosalie David, disse que a tumba e a múmia de Tutancâmon "têm nos dado muita informação sobre a vida no Egito Antigo, e pelo jeito continuarão dando por algum tempo".

O evento em que as conclusões serão apresentadas reúne mais de cem delegados de cerca de dez países e é realizado em parceria entre a Universidade de Manchester e o Centro Nacional de Pesquisas, no Cairo.

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segunda-feira, 25 de agosto de 2008

GeórgiaXOssétia e Abecásia

Parlamento russo apóia autonomia da Ossétia e Abecásia

Reconhecimento da independência ainda precisa de ratificação do Kremlin.

O Parlamento russo aprovou por unanimidade, em sessão extraordinária nesta segunda-feira, o reconhecimento oficial da independência das regiões separatistas da Abecásia e Ossétia do Sul.

Os 130 parlamentares da Câmara Alta e os 447 que compõem a Duma, como é conhecida a Câmara Baixa do Parlamento russo, votaram a favor de uma moção que solicita ao presidente, Dmitri Medvedev, o reconhecimento da independência das regiões.

Para que a Rússia reconheça oficialmente a autonomia das duas províncias, atualmente consideradas parte da Geórgia, o Kremlin precisa ratificar a decisão do Parlamento.

Alguns analistas afirmam que o governo não irá confirmar a decisão imediatamente, mas usar a ratificação como moeda de troca nas negociações com o Ocidente e usá-la para testar a opinião internacional de maneira mais aprofundada.

Geórgia

Segundo o correspondente da BBC em Moscou Humphrey Hawksley, a sessão das câmaras baixa e alta do Parlamento foi marcada por nacionalismo e rancor e revela um endurecimento na delicada relação da Rússia com os países ocidentais.

Na Duma, como é conhecida a Câmara Baixa do Parlamento, o hino nacional foi entoado e seguido de um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do que os russos consideram uma "agressão da Geórgia".

Segundo o presidente da Câmara Alta, Sergei Mironov, as duas províncias possuem os atributos necessários de estados independentes.

Já o presidente da Duma, Boris Gryzlov, comparou a ação militar da Geórgia nas províncias separatistas com a invasão de Hitler à União Soviética durante a Segunda Guerra Mundial.

A Rússia entrou em confronto violento com a Geórgia neste mês depois que as tropas georgianas invadiram a província da Ossétia do Sul para recuperar o controle da região.

O confronto foi paralisado depois que os dois países assinaram um plano de paz proposto pela União Européia, que incluía a retirada imediata das tropas da região e o retorno à posição anterior ao conflito.

A Rússia já foi acusada de quebrar o plano de paz e anunciou que suas tropas irão fiscalizar as mercadorias que chegam ao porto de Poti, um dos principais da Geórgia. Além disso, o Exército russo não permitirá a ronda aérea de regiões patrulhadas por seus agentes de paz, chamadas "zonas de segurança".

Reconhecimento

De acordo com o presidente da Ossétia do Sul, Edward Kokoity, que participou das sessões extraordinárias no Parlamento russo, a Ossétia e a Abecásia têm mais direitos de se tornarem nações reconhecidas pela comunidade internacional do que a província separatista sérvia de Kosovo.

Kosovo declarou sua independência no início deste ano e contou com o apoio dos Estados Unidos e de grande parte da União Européia.

A Ossétia do Sul proclamou sua independência no início da década de 90, mas sua autonomia não foi reconhecida pela comunidade internacional. A região quer ser agregada à Federação Russa, assim como a Ossétia do Norte.

A Abecásia declarou sua indendência em 1992, mas também não obteve reconhecimento da comunidade internacional.

As tensões em ambas as regiões se intensificaram ainda mais depois que Mikhail Saakashvili foi eleito presidente da Geórgia em 2004, com uma promessa de reunificar o país.

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